Cidade

Marcelino Freire comanda a oficina “Soltando a Língua”

1 de abril de 2011

Marcelino Freire (VilaMundo)

No dia 1º de abril, o escritor Marcelino Freire dará início ao projeto “Soltando a Língua” no Ateliê A Pipa.

Os encontros acontecerão às sextas-feiras , onde serão feitos exercícios para que o participante consiga levar adiante o seu projeto literário, quer seja na poesia, no conto ou no romance.

Leia a continuação desta reportagem no site do VilaMundo.

Coletivo do Aprendiz realiza primeira oficina de comunicação para crianças e pré adolescentes

Por Sabrina Alexandre Silvestre

O Coletivo Reagente, grupo de ex-educandos da Cidade Escola Aprendiz, realizou no  dia 25 de fevereiro sua primeira oficina de comunicação na sede da organização no bairro da Vila Madalena, na cidade de São Paulo. A oficina foi ministrada para crianças e adolecentes que participam do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente (FOCA) de Pinheiros.

A oficina teve como objetivo sensibilizar os participantes sobre o direito que possuem de se expressar nos assuntos que dizem respeito ao seu bem estar, seus sonhos e seus direitos.

Participaram dois grupos: um no período da manhã e o outro no da tarde. Nas atividades crianças e pré-adolescentes puderam vivenciar de uma forma descontraida a linguagem do Fanzine, que como o proprio nome diz, magazine de fans, é uma revista criada artezanalmente com recursos de baixo custo, como recortes e colagens.

O grupo abriu a oficina com uma breve apresentação sobre a vivência que tiveram no Repórter Aprendiz, deixando em destaque a frase “Vamos lá que a gente tem voz”, lembrando a importância da participação que as crianças e pré-adolecentes possuem no FOCA.

Foram propostas algumas dinâmicas que estimularam nos participantes a criatividade e o trabalho coletivo, como a “Dinâmica da Janela”, na qual foram convidados a contar quem eram e o que viam das suas janelas.

Finalmente o fanzine foi concluido de forma muito coletiva e tranquila. Ao final os participantes compartilharam suas propostas e os oficineios explicarem à turma a linguagem do fanzine.

A oficina foi finalizada com os agradecimentos do Coletivo e dos participantes e uma breve dança para celebração do encontro. O resultado foi tão positivo que outras organizações já até entraram em contato com o Coletivo para que outras oficinas sejam programadas para a comunidade.

Professores de projeto bairro-escola se sentem mais valorizados

Por Jéssica Moreira

O seminário que comemorou o aniversário dos 13 anos da Associação Cidade Escola Aprendiz, no dia 24 de setembro, contou com a presença de muitos professores das redes que seguem o modelo de bairro-escola iniciado pelo Aprendiz.

Entre estas escolas, estava o Centro Integrado de Educação de Jovens e Adultos de Campo Limpo (Cieja) com a presença de mais de 30 professores representando a instituição ao lado de Eda Luiz, a coordenadora do projeto. Havia entre os professores grande contentamento em estar no evento. São projetos como esse que de fato valorizam o papel do professor que, na verdade, deixa de ser um mero profissional para ser um educador, tornando-se figura importante na vida de seus alunos.

Sirlene Souza, professora de Ciências e Biologia do Cieja do Campo Limpo, salientou que “um projeto como esse incentiva o jovem a ir para a escola”. No Cieja eles possuem o diferencial de não trabalhar por disciplina e sim por áreas do conhecimento.

“Eu trabalho junto com o professor de filosofia, em uma área chamada ciências e o pensamento. Organizamos a ciência, mas filosofando sobre ela”, explica a professora ao afirmar que dessa maneira o aluno passa a entender de que modo essas disciplinas podem auxiliar em sua vida. Os professores atuam a partir das experiências que os alunos trazem, fazendo com que novos conhecimentos sejam agregados aos já existentes.

Os outros professores esperavam ansiosos para o início do debate da primeira mesa O impacto da articulação escola comunidade na aprendizagem que contava com a presença de Eda. Segundo Sirlene, o corpo de professores da escola é muito unido e se sente muito realizado. “Ela [ diretora Eda] busca pessoas que se interessam pelos professores de alguma forma, não necessariamente com dinheiro, mas com conhecimento, o que é super importante e bem-vindo”, enfatizou.
Enquanto os professores da rede pública protestam por melhores condições de trabalho, professores de escolas como o Cieja de Campo Limpo, que adota o conceito de bairro-escola, sentem-se de fato peças importantes para o aprendizado de seus alunos e os incentivam a buscar conhecimento. Estes professores, antes mesmo de incentivar os alunos, já foram eles próprios incentivados.

“O trabalho dos professores só é feito se tiver coração e emoção e isso se conquista ainda na graduação que também deve ser repensada. O gestor não deve ser um ‘pau mandado’ e sim um representante ativo de sua escola e comunidade”, disse Cláudio Duarte, secretário de educação do Recife.

É importante começar a repensar a escola e como esta pode atuar em conjunto com a região que a integra para que assim a luta por uma educação de qualidade seja efetivamente concretizada.

“Para incluir jovens e adultos com necessidades especiais no CIEJA Campo Limpo fizemos a Escola Aberta, deixando os portões abertos das 19h às 22h30min, para que a comunidade se aproprie da escola. Atendemos jovens de 15 a 87 anos. Temos 1500 alunos e 300 deles são portadores de necessidades especiais”, contou Eda.

Colaborou Aiane Toledo

Falas e Opiniões sobre o Seminário Aprendiz

Por Sabrina Alexandre Silvestre

Juventude: esse foi o segundo tema apresentado no Seminário da Associação Cidade Escola Aprendiz, que aconteceu na última sexta-feira, dia 24 de setembro de 2010 no Teatro da Vila, em Pinheiros.
Apesar da garoa, o evento contou com a presença de diversas pessoas, que chegaram com grandes expectativas. “É importante que o seminário Aprendiz aconteça, pois aqui temos espaço para falarmos e ouvirmos assunto que outros eventos de educação não têm”, afirmou Cecília Lotuffo, organizadora do Movimento Boa Praça, que atua nas regiões de Pinheiros e Lapa.

O segundo momento do evento abriu a janela para entendermos a questão panorâmica do papel do jovem na sociedade e sua influência. Estamos vivendo em um momento onde temos de levar em consideração a vulnerabilidade dos jovens e a falta de recursos que cada vez mais o distancia da cultura e influencia seu desinteresse pela escola e estudos.

“A escola deve ter espaços e atividades que acolham o jovem, principalmente entre o Fundamental 2 e o Ensino Médio para diminuir a evasão”, afirmou Marcelo, coordenador da Escola Estadual Carlos Maximiliano.

Atualmente, o cenário que vivemos é desgostoso. Há uma muralha entre o jovem e a cultura. Muralha que o Seminário e os projetos que foram apresentados diariamente buscam romper. “Existem vários pontos de vista. Nossa tarefa é conseguir entender o olhar dos jovens, interagir com eles, integrá-los à sociedade”, afirma Natacha Costa, diretora geral do Aprendiz há seis anos.

Mesa do seminário discutiu questões de mobilização e juventude

Por Bianca Santos

O seminário realizado pela cidade escola aprendiz no dia 24 de setembro, com o tema A cidade reinventa a escola, reuniu diversas pessoas, entre elas representantes de projetos relacionados à educação e à comunicação para discutir a relação entre escola e comunidade. Os palestrantes discutiram como a comunidade pode integrar nos projetos da escola e como a escola pode interferir na comunidade de uma forma positiva, onde os jovens sejam os mobilizadores desses projetos.

Vanderson Berbat, coordenador do projeto Jovem de Futuro, realizado pelo o Instituto Unibanco, explicou que é preciso expandir a mobilização dos jovens nas escolas. Para ele, a comunidade deve estar integrada no processo de gestão da escola.

Luiza Marcondes, representante do palco digital que divulga eventos culturais gratuitos ou a preços populares, explicou rapidamente a história do site e como ele pode ser utilizado nas relações com a comunidade, defendendo a valorização da escola como produtora de cultura.

“Pra mim é sempre bom saber mais sobre educação, me sinto motivada a trabalhar em redes sociais de educação, trabalho no Aprendiz há dez anos e a cada ano gosto mais”, ressaltou Raimunda Alves, recepcionista da organização.

Ivy Moreira, do Programa Aprendiz Comgás (PAC), explicou que além da iniciativa capacitar jovens para desenvolver projetos sociais em suas comunidades, também atua na formação de professores e educadores.

Por fim, o evento terminou com apresentações musicais do Kolobolo Diá Piratininga e do Projeto Elephantes.

Projeto Elephantes encerra os debates

Conceito de bairro-escola une moradores a instituições em prol da educação

Por Jéssica Moreira

A Vila Kalú, região de M’Boi Mirim, situado na Zona Sul de São Paulo é hoje um dos locais onde acontece o  projeto bairro-escola. O projeto une a escola à comunidade, o que faz esta se apropriar do que é seu, além de mostrar aos alunos que a transformação do bairro pode  acontecer a partir da escola. Foram feitas intervenções artísticas em escolas, escadarias do bairro, pinturas, mosaicos e grafite. O objetivo esse ano é criar uma agência comunitária de notícias no bairro.

Segundo Gustavo Gannam, educador do projeto na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Chácara Sonho Azul, situada na Vila Kalú, comenta que levar a comunidade para a escola e vice-versa se torna um grande desafio. De um lado há professores tradicionais e passivos, que não pensam na comunidade e por outro tem a comunidade que ainda não se apropria dos espaços públicos. “A idéia é fazer o intercâmbio entre a comunidade e a escola. Precisamos pensar como a comunidade pode se aproveitar da escola e como que a escola pode atrair a comunidade”, ressalta Gannam.

O grande diferencial desse conceito de bairro-escola do M’Boi Mirim é a união de todos os envolvidos. Todas as decisões são tomadas em conjunto. “Na EMEI Chácara Sonho Azul nós temos parceria com o grupo articulador local, formado pela Unidade Básica de Saúde (UBS), Associações de moradores, líderes comunitários em geral, Instituto Sou da Paz, Conselho de Segurança (Conseg) e com o Aprendiz. Além disso, traça parceria com a Plataforma dos Centros Urbanos, que é um Programa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e com a Prossegur, que patrocina as atividades”.

“Hoje a gente faz um trabalho com as crianças com apoio de todos os diretores das escolas. Eu tenho neto na EMEI Chácara Sonho Azul, que se sente muito orgulhoso em estudar na escola”, comenta Carlos Costa, secretário da Associação Amigos do Bairro da Vila Kalú, onde está situada a escola.

Enquanto aguardava o início da comemoração dos 13 anos da Associação Cidade Escola Aprendiz, Benício do Nascimento, presidente da Associação Amigos do Bairro da Vila Kalú, olhava admirado o telão que mostrava as pinturas feitas pelas crianças de sua comunidade. “Elas passavam lá e diziam ‘olha eu que fiz aquele ali, olha aquele’, mostravam para a  mãe ‘oh mãe meu trabalho’. Enquanto colocávamos os mosaicos víamos o orgulho deles”.

E assim como Benício e as crianças orgulhosas, Carlos também olhava a tela da TV no pátio do evento. “Nós fizemos esse trabalho que está mostrando no telão, ali. “Esse trabalho ali foi a gente que fez, tudo com a comunidade”.

Discussão sobre comunicação comunitária acontece também no Cambuci

Cerca de 50 pessoas se reuniram na Incubadora de Projetos Sociais no bairro do Cambuci para discutir as relações do território com a comunicação comunitária. A proposta partiu do projeto NET Comunidade.

“O Fórum discutiu o papel do comunicador na comunidade e a comunicação sustentável, capaz de atender as demandas da população. Algo ficou bem claro: conhecer e compreender a comunidade na qual se está inserido é fundamental para obter uma comunicação eficiente e positiva,” indicou Paulo Henrique, um dos comunicadores do Repórter Cambuci, blog/ site colaborativo produzido nas Oficinas Repórter Comunidade, um dos programas do NET Comunidade, projeto social patrocinado pela NET e apoiado pela Cidade Escola Aprendiz e pelo Instituto Asas.

Entre as propostas do grupo, ficou agendada próxima reunião para o dia 28/08 para dar continuidade às discussões e iniciar mapeamento de possíveis parceiros e pontos de comunicação no território.

USP lança manual de combate à violência doméstica

Com o objetivo de auxiliar na identificação de situações de violência física e sexual doméstica contra crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IP-USP) lançou no mês passado o Inventário de Frases no Diagnóstico de Violência Doméstica contra Crianças e Adolescentes (IFVD).

Coordenado pela professora Leila Tardivo, o instrumento é composto de 57 frases de simples compreensão, que as crianças e adolescentes devem responder sim ou não. “Todas as frases foram elaboradas de um modo para que não fossem muito diretas para não constranger os participantes da pesquisa. Elas estão relacionadas aos transtornos que a violência traz, sejam emocionais, cognitivos, sociais ou físicos”, explica Leila.

A ideia surgiu em 2001 quando a professora conheceu um grupo de psicólogos que tinham feito um inventário similar na Argentina. Com a ajuda da psicóloga argentina Rosa Colombo, o manual foi traduzido do espanhol para o português a partir de uma pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O manual também apresenta os resultados obtidos após a aplicação da pesquisa em um grupo de 1.010 crianças e adolescentes, sendo 503 com experiência de agressão doméstica comprovada e 507 sem essa suspeita.

Os tipos de violência mais encontrados foram: agressão física para o sexo masculino; e a sexual para o sexo feminino. Além disso, as crianças entre 10 e 11 anos são que mais sofreram casos de violência.

Para aplicar a pesquisa, a equipe de pesquisa visitou centros de atendimento, organizações não-governamentais e vítimas da violência doméstica. Todos os procedimentos foram seguidos criteriosamente para compor o grupo experimental de crianças e adolescentes que seriam entrevistados.

Segundo Leila, o quadro apresentado foi muito importante para mostrar que a situação brasileira é muito parecida com a Argentina, que estão de acordo com a situação mundial. “O instrumento não é uma salvação e nem um diagnóstico clínico e sim um meio para facilitar a descoberta da situação de violência”, diz.

O IFVD foi publicado pela editora Vetor.

Projetos buscam resgatar memórias da Amazônia

Sinônimo de biodiversidade, a Amazônia também guarda uma rica história cultural, porém pouco conhecida. É com a finalidade de resgatar suas memórias e disseminá-las para a população brasileira, que dois projetos da Universidade de São Paulo (USP) desenvolvem trabalhos na região.

Um deles é o “Amazônia em Transformação: História e Perspectiva”, realizado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP. O projeto busca reunir documentos não publicados, raros ou que estão ameaçados de degradação em um site com uma plataforma interativa. Por meio da ferramenta a população poderá obter diversas informações históricas e atuais.

A ideia surgiu após uma análise feita pela coordenadora geral do projeto, a alemã Maritta Koch‐Wesser, sobre grandes mudanças econômicas e ambientais que a Amazônia passou nos últimos 50 anos. “É um período de transformação que é consequência de um processo de ocupação de imensa proporção”, explica Maritta.

Pioneiro na América do Sul, o projeto iniciou seus trabalhos em novembro de 2009 e toda a difusão vem sendo feita por meio de eventos públicos e mesas de debates. Segundo Maritta, a ideia é que futuramente haja uma descentralização do trabalho, que será distribuído entre organizações não governamentais, o próprio IEA e outras instituições especializadas no assunto. “É importante também que universidades nacionais, regionais, internacionais e empresas privadas sejam parceiras, pois podemos ter uma troca maior dos documentos”, complementa.

Período pré-colonial

Outro projeto desenvolve trabalhos arqueológicos na região, buscando entender a história da Amazônia antes da chegada dos colonizadores europeus no século XVI.

Estudos do “Projeto Amazônia Central” comprovaram, por exemplo, que por volta do ano 1000 a derrubada das árvores era feita com machados de pedra e não de metal, material introduzido provavelmente pelos europeus para região. “Hoje já são mais de 200 sítios arqueológicos descobertos apenas na porção central da Amazônia e com certeza existem muitos outros”, afirma o professor Eduardo Neves, pesquisador do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP.

Ilustração de Otho Gabers

Outra descoberta envolve o uso da terra preta – terra muito fértil e de excelente qualidade para o plantio – pelas comunidades indígenas também no centro amazônico. Arqueólogos chegaram à conclusão de que os povos que ali viviam tinham consciência da alta fertilidade do solo, porém em muitas áreas ele não era usado para agricultura.

Neves afirma que a terra preta ainda esconde muitos segredos sobre o modo de vida na Amazônia antes de 1500 e também desmistifica o fato de que o solo da região é pobre. “Há no Brasil uma necessidade de que se intensifique o trabalho de escavações, mas esbarramos em um problema, o de que há poucos profissionais qualificados no país para a execução dos trabalhos”, complementa.

Para o professor, uma das alternativas que vem sendo feita para amenizar esse problema é a educação da população local para reconhecer e preservar os sítios arqueológicos. “Isso pode impedir também, por exemplo, que sejam construídas hidrelétricas sem um estudo prévio da área, destruindo um possível sítio ali existente”, aponta.

Ambos os projetos são financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Mobilização comunitária promove festival na Barra Funda

A agência Nossa Barra, ligada ao território da Barra Funda, participou da realização de evento comunitário na Praça Nicolau Moraes Barros no dia 10 de abril. O evento, organizado pelo Grupo Articulador Nossa Barra Funda, recebeu mais de 300 pessoas que buscaram chamar atenção do poder público e comunidade local para a revitalização e ocupação de espaços públicos.

Agência Nossa Barra

Assita ao vídeo produzido sobre o encontro: